Brasília — A corrida presidencial de 2026 começa amarrada. Pesquisa do instituto Gerp divulgada nesta quarta-feira (22 de julho) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno, com diferenças dentro da margem de erro em todos os cenários.
No primeiro turno, os dois aparecem numericamente empatados, com 38% das intenções de voto cada. Na comparação com o levantamento anterior do mesmo instituto, de 10 de julho, ambos cresceram dois pontos percentuais — antes registravam 36%.
Atrás dos líderes, formou-se um segundo pelotão também embolado: os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) e o nome do movimento Missão, Renan Santos, marcam 3% cada. Samara Martins, Cabo Daciolo, Joaquim Barbosa e Augusto Cury aparecem com 1% cada. Brancos e nulos somam 5%.
Segundo turno tecnicamente empatado
No cenário de segundo turno entre os dois primeiros colocados, Flávio Bolsonaro tem 46% e Lula, 45%. O senador está numericamente à frente, mas a diferença de um ponto está contida na margem de erro de 2,19 pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico. Na prática, a pesquisa não permite afirmar quem estaria na frente nesse confronto.
Recortes: gênero e religião dividem o eleitorado
Os dados segmentados mostram bases de apoio espelhadas. Lula lidera entre as mulheres, com 44% contra 30% de Flávio. O senador inverte a vantagem entre os homens, com 46% contra 31% do presidente.
O recorte religioso reproduz a polarização já conhecida das últimas eleições. Lula tem sua maior força entre os católicos, com 47%. Flávio consolida ampla vantagem no segmento evangélico, com 52% das intenções de voto, contra 21% do petista.
Rejeição: Lula é o mais rejeitado
Na pergunta sobre em quais candidatos o eleitor não votaria “de jeito nenhum” (resposta múltipla), Lula tem a maior rejeição: 47% dos entrevistados o descartam. Flávio aparece logo atrás, rejeitado por 46%. A proximidade dos índices reforça o quadro de polarização e sugere que ambos enfrentam tetos eleitorais elevados.
Ficha técnica
A pesquisa Gerp ouviu 2.000 eleitores entre os dias 15 e 17 de julho de 2026, por meio de sistema telefônico assistido por computador (GerpCati). A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05026/2026. Segundo o instituto, o estudo custou R$ 20 mil e foi contratado com recursos próprios. Por causa dos arredondamentos, a soma dos resultados pode não atingir exatamente 100%.
Fontes: Poder360 e Exame, 22 de julho de 2026.
